domingo, 27 de junho de 2010

Rêveuse

Cabelos ruivos. Pele clara. Menina de 8 anos. Se perde em pensamentos como dentes-de-leão se desmancham ao vento. Tem um olhar inquieto e ao mesmo tempo fixo. Fixa em um ponto ainda não encontrado. Olhar curioso, misterioso, e doce. Doce como o algodão-doce que segura. E enquanto aprecia aquela nuvem rosa e cheia de açúcar, parece procurar algo no horizonte. Algo como um pote de ouro além do arco-íris. Sobe em sua bicicleta. E pedala. Pedala em círculos admirando o céu. Pedala e pedala. E cresce. Seus pensamentos são agora mais invasores e inquietantes. Continua curiosa, misteriosa, e doce. Ainda determinada a encontrar aquilo que nem sabe ao certo por que procura. Só sabe que reconhecerá quando vier. Será aquilo que fará bem. E somente o Bem. Talvez não mais um pote de ouro. Mas também algo além do arco-íris – pois sim, mágico -. Eis que é chegado o tão desejado e aguardado dia do encontro com o tal tesouro. Nem o maior léxico de palavras consegue descrever. Lindo? Mais. Tem um quê de fantasia. De algo que não é possível ser real. Chamou-o de sonho. Alguns chamam de amor.